domingo, 18 de janeiro de 2009

Dor
Ovulação
Oco-vácuo
Vermelho-sangue
Completude infinita
O OVO - O OVO

Nasce uma poetisa?

sábado, 3 de janeiro de 2009

As brincadeiras

No embalo
da roda o carro
embala o bebê

(NOV. 2006)



TANTA
tenho tanta fome
que fome já nao tenho tanta.

(NOV. 2006)


Na estrada

O vento depravado
invade a moça


(NOV. 2006)

Novas coisas velhas!


Achei um caderno meu com um pouquinho de brincadeira que já fiz, enquanto fazia uma limpeza geral na minha casa!
Já postei o "Atuação", algo tb um pouco inspirado no Fernando Pessoa e nos projetos teatrais que tive, ou tenho ainda.

Outras brincadeiras vou postar aqui, em cima dessa explicação!

OBS: Essa foto é do Museu da Língua Portuguesa. Texto de Pessoa, óbvio!

Atuação (02/06/2007)

Como ser outro
Se nem mesmo sei quem sou?

Eu - outro - eu
No outro encontro a mim
Os meus pensamentos
Os meus desejos
Os meus.

Meus? Do outro.
Encontro a mim no outro?
Eu-outro-eu

terça-feira, 25 de novembro de 2008

à la Clarice Lispector

Infelizmente, este texto, ainda, nao será uma experiencia á la Clarice. mas é o início. Isso porque hj recebi um convite irrecusável da minha amiga Gianda, da pós em Cinema, pra fazermos o filme de conclusão da pós juntas, sobre um tema muito conhecido das mulheres, mas muitas vezes pouco explorado, porque dói: o intimismo feminino. Nao posso deixar de me lembrar da Clarice Lispector, autora que chegou linda e unicamente a esse intimismo de uma forma inexplicavel: só lendo mesmo pra entender.
Bom, a partir de hj, mergulho no universo de Clarice, no meu e no de todas as mulheres, para poder escrever alguma coisa para fazermos o nosso filme!
O grupo, por enquanto, se integra de 3 moças e um moço! hehehe

E vamos falar de nós, mulheres! Quem quiser deixar um depoimento, tá valendo!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Falta de imaginação:

Olá!
Ja que nao escrevi nada mais de minha autoria até agora, coloco aqui um poema do Pessoa, que virou música na voz de Ney Matogrosso, com o grupo Secos e Molhados:
Fui visitar o blog da Gauche e o último poema dela me remeteu a este)

Não: não digas nada!
Supor o que dirá
A tua boca velada
É ouvi-lo já

É ouvi-lo melhor
Do que dirias.
O que és não vem à flor
Das frases e dos dias.

És melhor do que tu.
Não digas nada: sê!
Graça do corpo nu
Que invisível se vê.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


É preciso ser TODO?
Ou é possível ser
e m p e d a ç o s ? ? ?